A Articulação Antinuclear Brasileira (AAB) foi criada em 2011 e é Integrada por indivíduos, entidades, movimentos socioambientais e pesquisadores.
Buscamos fortalecer a luta antinuclear, defendendo o uso de energias renováveis e de um Brasil livre do nuclear.
Postado por Articulação Antinuclear BR em 11 agosto 2026 às 18:17 0 Comentários 0 Curtiram isto
No marco dos seus 15 anos de atuação - em defesa das energias renováveis e combate ao uso da tecnologia atômica para a produção de eletricidade - a Articulação Antinuclear Brasileira (AAB) realizará um Encontro Nacional em 12 de setembro próximo, em parceria com o Projeto Nova Cartografia Social e o Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Socioambiental, com apoio do Fundo CASA. A iniciativa reunirá comunidades atingidas, representantes de diferentes territórios, ativistas socioambientais, pesquisadores e organizações parceiras.
O evento acontece em meio à ascensão global da indústria nuclear militar, que alavanca a expansão do uso de armas atômicas e ameaça o futuro da humanidade. A pauta abrange questões sensíveis da indústria nuclear civil, como a insegurança em radioproteção, falta de solução para toneladas de lixo tóxico e radioativo, gerado pelas atividades atômicas, e o descuido com…
ContinuarPostado por Articulação Antinuclear BR em 26 junho 2026 às 9:30 0 Comentários 0 Curtiram isto
Pela primeira vez uma comitiva formada por representantes de nove ministérios partiu rumo às cidades potencialmente atingidas pela mineração das terras raras no Planalto Vulcânico do Sul de Minas, e se reuniu em audiência na Câmara Municipal de Poços de Caldas (MG). A visita começou nesta quinta-feira (25/6) e continuará amanhã, para ouvir moradores, entidades civis, parlamentares, entre outras. O temor de se tornarem cobaias da mineração das terras raras, com a contaminação do solo, desvalorização das moradias; a ameaça de que a região se transforme em uma zona de sacrifício ambiental e humano, com riscos radioativos, prejuízos à agricultura familiar, a grave violação aos direitos humanos de três aldeias indígenas (Kiriri do Acré, Xukuru Kariri e Xukuru Kariri Wakunã), a Comunidade Quilombola dos Barreirinhos e a comunidade cigana local são algumas das preocupações. O Estado não participou.
A criação de mecanismos regulatórios nacionais e diplomáticos que condicionem a exportação de terras raras extraídas do território nacional exclusivamente a fins civis, científicos e de transição energética justa, “vedando sua inserção em cadeias produtivas globais de tecnologia militar, armamentos ou defesa”, está entre as reinvindicações da Comissão de Terras Raras da Câmara. Na agenda da comitiva federal constam visitas às cavas previstas da empresa australiana Viridis, em Poços de Caldas, que já está em negociação com a União Europeia, e à planta piloto da Meteoric, também australiana, em Caldas. Além de Poços de Caldas e Caldas, estão na agenda de preocupações Andradas, em Minas; e…
ContinuarPostado por Articulação Antinuclear BR em 26 março 2026 às 11:00 0 Comentários 0 Curtiram isto
‘A explosão levou radioatividade a grande parte da Europa.
E segue ativa, como eterna ameaça da tecnologia nuclear,
usada para produzir eletricidade. O perigo é global!’
Quarenta anos após o desastre de 26 de abril de 1986, o “Pé de Elefante”, lama de urânio e outros metais radioativos e tóxicos deixada pela explosão do reator 4, segue ativo, junto com outros cemitérios de lixo atômico (veículos, roupas e estruturas contaminadas) que ameaçam por séculos o ambiente e as pessoas.
A contenção da radioatividade segue desafiando a ciência mundial, pois nem mesmo estruturas de engenharia complexas conseguem controlar áreas de perigo extremo, como acontece em Chernobyl. O primeiro sarcófago nuclear, construído após o acidente, não deu conta. O segundo gigantesco “abrigo” de aço, erigido em 2016 para durar 100 anos, não consegue conter a radiação porque, segundo a Agência Internacional de Energia Atômica, teria sido atingido por drones na guerra Rússia-Ucrânia. É real o perigo de contágio ambiental e humano. Na região existem “pontos quentes”, com contaminação letal no solo e em objetos.
O reator explodiu com cerca de 180 toneladas de urânio. Liberou aproximadamente 400 vezes mais radioatividade do que a bomba lançada em Hiroshima. Os átomos, em especial Iodo-131 e Césio-137, alcançaram países da Europa. Estima-se que o local contenha cerca de 80 mil metros cúbicos de resíduos, incluindo o “Pé de Elefante”.
Não existe consenso sobre o número de vítimas. Números oficiais admitem 31 mortes nos primeiros meses após o desastre.…
ContinuarPostado por Articulação Antinuclear BR em 25 março 2026 às 21:30 0 Comentários 0 Curtiram isto
ContinuarHeitor Scalambrini Costa*
Zoraide Vilasboas**"A população geral não sabe o que está acontecendo, e nem mesmo sabe que não sabe".
(Noam Chomsky, linguista, filósofo, sociólogo e ativista político norte-americano)O ministro de Minas e Energia Alexandre Silveira tem defendido ativamente a expansão da energia nuclear no Brasil, incluindo a conclusão de Angra 3 e a construção de pequenos reatores, disseminados no território nacional, em particular na Amazônia. Chegou a afirmar (depois desmentir) seu apoio ao uso do nuclear na defesa da soberania nacional. O que para um bom entendedor fica claro, é favorável à fabricação de bombas nucleares.
Declaração recente do ministro (04/03), reafirmando suas convicções nucleares, foi diante de uma plateia de empresários, acadêmicos, diplomatas, em evento promovido pela “Diálogos Intercontinentais Brasil-Alemanha Regulação &Investimento 26’, na Universidade Johann Wolfgang Goethe de Frankfurt.
Na condição de ministro de Estado e presidente do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), órgão que assessora à presidência da República na definição da política energética do país, “decretou” para o público presente que o "futuro do Brasil é nuclear", e que as grandes reservas de urânio existentes devem ser exploradas. Tais afirmativas “categóricas” e “soberbas”, vindas de quem veio, foram muito bem aceitas pelo público presente, a maioria mercadores interessados em manter negócios nucleares com o país. Com o fim da sua matriz nuclear (últimas usinas desligadas em abril de 2023), alemães veem ainda o Brasil como um mercado promissor e rentável, como foi para eles o Acordo Nuclear Brasil-Alemanha. Com a proximidade da reunião do CNPE, a declaração peremptória do ministro Silveira afronta e constrange os membros do colegiado (diga-se de passagem, nada representativo, nada…
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